CRÉDITOS:

Cliente: Saga Volks

Agência: --

Titulo: Inacreditáveis

Direção: Frederico Paiva

Sound Design: Astronaudio

Astronautas Filmes

Descrição: A computação gráfica é o conjunto de algoritmos, técnicas e metodologias para o tratamento e representação gráfica de informação através da criação, armazenamento e manipulação de figuras, utilizando-se computadores e dispositivos periféricos gráficos. Os videojogos representam um dos exemplos mais conhecidos de computação gráfica, em que um micro-computador gera dinamicamente imagens que são exibidas numa tela (monitor). As imagens aparecem em movimento e o jogador pode assim interagir com as mesmas, através de botões. A Computação Gráfica “nasceu” junto às primeiras máquinas electrónicas de computação. Em 1950, foi utilizado pela primeira vez um display (tubo de raios catódicos acoplado a um computador), controlado pelo computador Whirlwind I no MIT (Massachusett Institut of Tecnology), para a geração de imagens gráficas simples. Assim surgia um novo ramo que teria uma importância sempre crescente no mundo: a Computação Gráfica (Animação Computacional). Alguns anos depois, a introdução da caneta fotosensível, permitiu identificar elementos no tubo de raios catódicos e assim ter um meio de interagir directamente com a imagem. Ainda na mesma época, surgiram os primeiros traçadores controlados por computadores digitais. Os progressos deste novo ramo na ciência foram lentos durante algum tempo (década de 50), pela inadequação dos computadores existentes e pela não disponibilidade de dispositivos gráficos. Também na década de 50, a Força Aérea dos EUA implementou um sistema de comando de voo (SAGE) baseado em Computação Gráfica. Na mesma época, ainda houve o início da utilização de alguns Periféricos Gráficos, tais como os Terminais Gráficos (1951), Plotters (1953), e Laghtpens (1958). No início dos anos 60, iniciou-se o uso de raios catódicos a cores. Em 1962, Ivan E. Sutherland, apresenta a sua tese de doutoramento no MIT: Sketehpad: A ManMachine Graphical Communication System, o que lhe valeu o titulo de “pai da Computação Gráfica moderna”. No seu trabalho, Sutherland descrevia um sistema gráfico, com ferramentas de recursos de desenho 3D, e provava a viabilidade do uso dos computadores para trabalhos de Drafting e Design (desenho e projectos auxiliados por computadores). Este sistema já tinha muitas características dos sistemas de hoje. Por exemplo, o uso de dados estruturados para o desenvolvimento mais efectivo ocorreu quando o assunto se começou a tornar também objecto de interesse na indústria, no principio da década de 60, quando foi iniciada a implementação de alguns sistemas para apoio a projectos de fabricação, no sector automobilísticos e aeroespacial. Ainda na década de 60, foram comercializados os primeiros monitores vectoriais, oferecendo condições para o surgimento dos primeiros pacotes CADCAM na área de construção automobilística. No final desta década, apareceram os monitores vectoriais com tubos de - 1 - memória. Com o impulso dado por estes trabalhos, surgiram inúmeros projectos de pesquisa e diferentes fabricantes de hardware para Computação Gráfica. Na década de 70 surgiram no mercado sistemas integrados, denominados Turn-key, que geralmente se destinavam a auxiliar os projectos de engenharia. Com o progresso tecnológico na fabricação de memórias, surgiram em meados dos anos 70 os primeiros monitores a varredura, trazendo novas possibilidades para criar e visualizar verdadeiras imagens. Também foi nos anos 70 que ocorreram os primeiros pacotes gráficos e as primeiras conferencias do SIGGRAPH (Special Interest Group on Graphics). Foi proposta por um comité essencialmente Norte Americano do ACM SIGRAPH, em 1977, a primeira padronização gráfica como o “Core Graphics System”, conhecido como CORE. O objectivo era propor, para as aplicações em 2D e 3D, um padrão contendo um conjunto de funções gráficas que, na sua utilização não dependessem dos equipamentos gráficos envolvidos na aplicação. No ponto final da década de 70, foi formulado um outro padrão de gráficos, chamado GKS (Graphic Kernel System), que deveria adaptar-se melhor à grande diversidade dos equipamentos gráficos e das aplicações potenciais, através da introdução da noção de estação de trabalho. O GKS foi adoptado pela ISO (International Standards Organization) como norma internacional em 1985. A introdução da GKS como padrão internacional representou um avanço, porém, na sua versão actual ele não possibilitasse o aproveitamento de certos recursos disponíveis em novos equipamentos gráficos. A proposta em estudo pela ISO de um padrão GKS para aplicações gráficas em 3D, deveria contribuir para expandir a sua aceitação. A nível de padronização gráfica, uma proposta relativamente recente foi feita pela ANSI (American National Standard Institute) e está em estudo pela ISO. Trata-se do PHIGS (Programmer’s Hierarchical Interctive), que cobre os aspectos de modelagem de objectos por hierarquias (pontos não abordados pelo GKS), assim como os aspectos gráficos em 3D. A partir dos anos 80, com a chegada dos micro e dos seus aperfeiçoamentos constantes, as aplicações da Computação Gráfica, deixaram de ser reservadas aos especialistas.